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(reflectindo .. )
Quando um casal se separa há sempre quem tome partido.
Por vezes esse partido vem, legitimamente, dos antigos amigos de cada um. Os amigos dela torcem por ela. Os amigos dele solidarizam-se. Por vezes deixa mesmo de haver convívio entre todos. Ou pelo menos, entre alguns. Por vezes não é por mal. Os amigos ficam como que dependurados numa linha ténue para perceberem como vai terminar o confronto e se podem, devem, será sensato ou oportuno, será bem visto ou aceite, manterem-se como desejam: amigos dos dois.
Por vezes há um que sai rapidamente do rebanho do politicamente correcto, sem passar pela casa do “luto”, e continua a procurar a outra parte, mesmo quando todos os do “bando” rumam em direcção oposta. Por uma questão de consciência. Se se gostava da pessoa, se se era amigo, se se prezava a companhia, não é porque algo aconteceu que em nada nos diz respeito, à excepção da normal lamentação por um lar desfeito, que deixamos, de repente, de conviver. Isto partindo do princípio, claro, que não existe qualquer tipo de violência, deslealdade gritante, e esquemas daqueles mesquinhos que não servem mais que para humilhar alguém com quem tanto se partilhou e que, independentemente do lastimável desfecho numa ausência de sentimento, merece todo o respeito.
Mais, merece uma companhia e uma preocupação pelo seu bem estar. Pela sua estabilidade. E, uma atenção que, em momentos de fragilidade assume, como bem sabemos, proporções gigantescas.
Depois há as outras. Aquelas que enfatizando algo que não existe, como por exemplo uma amizade exagerada, ou um sentido de respeito agigantado, fruto normalmente de um convívio recente ou esparso no tempo, opinam e criticam como se ao alto estivessem de situações idênticas, acabando por tomar uma posição de afastamento deliberado de uma das partes. Posição não completamente transparente na intenção, que, por incrível que pareça e contra tudo o que provavelmente pretendiam, acaba por parecer completamente ridícula e infundada tanto aos olhos dela, como aos olhos dele. Motivo de graça, até. De alguma zombaria. Motivo de uma união momentânea e fugaz num seio que se supunha .. desunido.
A intenção deste tipo de gente sempre foi para mim um verdadeiro mistério. Aproveitamento de uma fase mais carente? Avanço em mote e intenção próprios para algum ressarcimento? Ou simplesmente um entretém de tempo, de quem tem tempo a mais na vida sem nada para fazer?
Acabo sempre por me espantar quando deparo com a exposição pública destas atitudes.
Por vezes esse partido vem, legitimamente, dos antigos amigos de cada um. Os amigos dela torcem por ela. Os amigos dele solidarizam-se. Por vezes deixa mesmo de haver convívio entre todos. Ou pelo menos, entre alguns. Por vezes não é por mal. Os amigos ficam como que dependurados numa linha ténue para perceberem como vai terminar o confronto e se podem, devem, será sensato ou oportuno, será bem visto ou aceite, manterem-se como desejam: amigos dos dois.
Por vezes há um que sai rapidamente do rebanho do politicamente correcto, sem passar pela casa do “luto”, e continua a procurar a outra parte, mesmo quando todos os do “bando” rumam em direcção oposta. Por uma questão de consciência. Se se gostava da pessoa, se se era amigo, se se prezava a companhia, não é porque algo aconteceu que em nada nos diz respeito, à excepção da normal lamentação por um lar desfeito, que deixamos, de repente, de conviver. Isto partindo do princípio, claro, que não existe qualquer tipo de violência, deslealdade gritante, e esquemas daqueles mesquinhos que não servem mais que para humilhar alguém com quem tanto se partilhou e que, independentemente do lastimável desfecho numa ausência de sentimento, merece todo o respeito.
Mais, merece uma companhia e uma preocupação pelo seu bem estar. Pela sua estabilidade. E, uma atenção que, em momentos de fragilidade assume, como bem sabemos, proporções gigantescas.
Depois há as outras. Aquelas que enfatizando algo que não existe, como por exemplo uma amizade exagerada, ou um sentido de respeito agigantado, fruto normalmente de um convívio recente ou esparso no tempo, opinam e criticam como se ao alto estivessem de situações idênticas, acabando por tomar uma posição de afastamento deliberado de uma das partes. Posição não completamente transparente na intenção, que, por incrível que pareça e contra tudo o que provavelmente pretendiam, acaba por parecer completamente ridícula e infundada tanto aos olhos dela, como aos olhos dele. Motivo de graça, até. De alguma zombaria. Motivo de uma união momentânea e fugaz num seio que se supunha .. desunido.
A intenção deste tipo de gente sempre foi para mim um verdadeiro mistério. Aproveitamento de uma fase mais carente? Avanço em mote e intenção próprios para algum ressarcimento? Ou simplesmente um entretém de tempo, de quem tem tempo a mais na vida sem nada para fazer?
Acabo sempre por me espantar quando deparo com a exposição pública destas atitudes.
E lamentar. Que a intenção, a verdadeira intenção, do interessado desinteresse não transpareça nem quando à noite, sozinhas com o travesseiro, pensem em consciência e coerência que diabo as levou a tomar tal atitude.
É triste quando o “grilo falante” que nos acompanha na vida, se demite.
É triste quando o “grilo falante” que nos acompanha na vida, se demite.
6 comments:
Querida Once, já por várias vezes fui apanhada em situações dessas, e digo-lhe que não é nada fácil lidar com elas.
"As outras" de que fala, não merecem, mesmo, que se perca tempo...
Para não me atrasar hoje, desejo-lhe, e à sua princesa, um muito bom fim-de-semana.
Beijinho
Querida Cristina, de facto .. perda de tempo inútil, logo ele, o tempo, que nos é tão .. útil :)
Obrigada Minha Amiga .. * um excelente fim-de-semana para si também
Querida Once, tal como a Cristina, é pela experiência que tenho, que defendo que as separações só devem ser possíveis depois de obtido o consentimento dos amigos. Pelo menos dos mais íntimos. Consumada a separação, tomar partido é a solução fácil, bem mais cómoda do que gerir um apartidarismo, que não deixa de suscitar equívocos, incompreensões e ciúmes. Quanto à escolha do partido, para além dos motivos da amizade ou da afinidade, há-os menos «nobres»: bajular o mais poderoso, seguir a corrente mais forte, acalentar segundas intenções relativamente a alguma das partes, aderir a linhas moralistas ou meramente maledicentes… Enfim, Once, dentro do azar, tenho tido sorte: todos os meus «melhores» amigos já se separaram, mas, mesmo separados, continuam a ser os meus «melhores» amigos. :-)
Querida Luísa .. eu acho que vou substituir o meu post pelo seu comentário sabia? ;)
Tem toda a razão .. em todas as letras *
Beijinho
Querida Once,
não me passa pela cabeça recomendar as rupturas, mas, uma vez acontecidas, podem ter a utilíssima função de peneirar as lealdades.
Com mais razão do que dizia o Dr. Cunhal dos dissidentes do PCP, os que vão caindo são... folhas secas.
Beijinho
folhas secas, Caro Amigo, de facto, outrora verdes e brilhantes de vida, hoje com o brilho lascado.
:)
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