
Os finais de dia têm, ultimamente, sido preenchidos com .. imaginem: aulas de bicicleta.
A vistosa máquina azul clara e laranja, capacete a condizer, espera ansiosamente que a princesa chegue a casa, depois de uma manhã de praia e uma tarde em que as actividades do simpático Atl de Verão são diariamente variadas e preenchidas, ora com uma aula de equitação, uma visita cultural, jogos de basket, ida a ringues de patinagem, aulas de surf, piscina, e por aí fora, enquanto haja imaginação por parte dos monitores e adesão da criançada em férias merecidas.
A vistosa máquina azul clara e laranja, capacete a condizer, espera ansiosamente que a princesa chegue a casa, depois de uma manhã de praia e uma tarde em que as actividades do simpático Atl de Verão são diariamente variadas e preenchidas, ora com uma aula de equitação, uma visita cultural, jogos de basket, ida a ringues de patinagem, aulas de surf, piscina, e por aí fora, enquanto haja imaginação por parte dos monitores e adesão da criançada em férias merecidas.
A bicicleta foi prémio pela passagem de ano, com umas notas que espelham bem o grau de exigência a que a princesa se submete, mesmo depois de ter tido um início de ano difícil, em escola desconhecida e sem amigos da primária por perto que minimizassem o medo do que é estranho. Notas das quais me orgulho, não que lhe exija só as melhores, mas sempre a ensinei a dar o seu melhor e a exigir superar-se o que vai dar, redondamente, ao mesmo, eu sei.
Nunca tendo tido tal adereço de diversão, uma aula há muito tempo atrás quando a vida era, com outros, partilhada, não chegou para o à vontade que se pretende em duas rodas, curvas e contra curvas, o saber parar que não de supetão, o equilíbrio necessário ao gozo de uma viagem de cabelos ao vento.
Nunca tendo tido tal adereço de diversão, uma aula há muito tempo atrás quando a vida era, com outros, partilhada, não chegou para o à vontade que se pretende em duas rodas, curvas e contra curvas, o saber parar que não de supetão, o equilíbrio necessário ao gozo de uma viagem de cabelos ao vento.
As traseiras de onde vivemos prestam-se. Um pátio largo e comprido, sem obstáculos de “ai .. ai .. ai”, e aí se lança a princesa do reino numa aprendizagem que eu, não sei ainda bem, como tem àquela hora energia e vontade para tal. Ao fim de dois dias, passam a conhecidos aqueles com quem nos cruzamos neste pedaço de dia. Um casal de idosos, ela de andarilho a demonstrar alguma incapacidade física, ele atento ao local onde o coloca, braço por cima dos ombros, passo propositadamente cadenciado, companheiro. O garoto do skate que prega razias à bicicleta da inexperiente, numa de “meter conversa” a quem aprecio a subtileza (risos). A senhora que sistematicamente estende roupa àquela hora, sorrindo do primeiro andar perante os meus “costas direitas” .. “olhar em frente”. A princesa contente pelas conquistas, já curva, já trava sem guinchos (os dela e os dos travões), já sobe o passeio mais baixo sem cair e sem se desequilibrar.
Logo que preparada, partiremos para outras viagens. Tudo requer algum trabalho. Até a diversão :) Acima de tudo, a diversão.
Logo que preparada, partiremos para outras viagens. Tudo requer algum trabalho. Até a diversão :) Acima de tudo, a diversão.
5 comments:
Belíssimo texto: parece que estou a ver tudo e todos!
A graça é que eu desde o 1.º ciclo que pedia, todos os anos, uma bicicleta pela passagem do ano. Mas apesar de ter sempre excelentes notas o dinheiro era pouco :-)
Finalmente, no 11.º ano, ganhei uma!, especialíssima, leve, de alumínio, uma catrefada de velocidades...
E fiquei tão feliz que não me importei com o ar incrédulo dos colegas, que não compreendiam a minha alegria naquela "fase da vida" (risos)
Ah, eu aprendi a andar de bicicleta sozinha aos sete anos: um menino lá do prédio ganhou uma e fazíamos fila para dar uma volta: queria tanto andar que nem me questionei se sabia ou não (mais risos): montei na dita e comecei a andar. Ainda hoje me surpreendo com isso :-)
Beijinho, querida Once.
Vai ver que é um instante que ela aprende :-)
...bom... e eu estou a imaginar-te de cabelos ao vento e de patins ao lado da maria papoila...isso é que era! ;)
beijo
m
Querida Fugidia que história fantástica .. recordando-me a minha própria aprendizagem na "bicla" de um primo bem mais velho que me assegurava que sim estava a apoiar-me quando há muito me tinha largado no fundo da praceta.
Outra .. o podermos brincar na rua, sem perigos .. e ansiedades.
:) Quanto à princesa, já aprendeu! (risos)
Beijinho
m .. (risos) .. já faltou mais! ;)
Beijo
Querida Once,
fico satisfeito de ver a Princesa numa fase da vida em que um aspecto corre sobre rodas. Mas surpreendeu-me o estilo militarão da Mãe, sent´-me transportado aos exercícios de Ordem Unida dos meus tempos militares e às respectivas vozes de comando...
Beijinho
(rindo) Paulo .. se a conhecesse perceberia porque tenho de me esforçar para que se concentre :)
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