Quarta-feira, Julho 02, 2008


No passado falei de nós. Nós coesos, nós lassos, nós em laço solto de fita bonita encaracolada para turista ver, nós que permanecem para sempre e outros para os quais a palavra sempre encerra tempo demais, paciência inútil.

Nós que damos na vida, com Filhos e com Pais, Amigos e Amantes e até os outros que nada nos sendo, algo significam.

Em tempos falei de nós. Mas hoje falo de cordas.
Cordas duras de pescador, feitas de sal e areia, cordas brancas e finas que seguram velas ao vento, cordas de cetim brilhantes e vaidosas do brilho que espalham, cordas de saltar, meninas de carrapito em alegres brincadeiras, cordas às quais nos agarramos, sobre as quais nos apoiamos. Cordas que são os Amigos que nos acompanham a existência e que se chegam num “estás bem?” quando algo lhes diz, que não o estamos.
Cordas.

Feitas de cuidado e carinho, amizade e preocupação, não interessa a distância a que as estendemos, nem há quanto tempo as não medimos.

São cordas que nos enlaçam e entrelaçam e nos garantem que sim, amanhã é sem dúvida outro dia.
Obrigada *

12 comments:

Cristina Ribeiro disse...

Ser-se uma Scarlett O'hara, é disso que se trata, porque as cordas estão lá; temos de seguir o impulso que nos impele a agarrá-las...
Beijinho

Nocas Verde disse...

Cordas fortes, daquelas que amarraram herói Ulisses e lhe permitiram não ceder a impulsos malignos e prosseguir para a vitória. Duvidou, temeu, perguntou porquê... a tempestade passou. Passa sempre.

Once disse...

sometimes i wish i could go with the wind :) Querida Cristina .. temos mais em comum do que possa parecer.
Outro para si *


perguntar porquê Querida Nocas .. aí está a grande questão que me atormenta nos ultimos tempos .. bem sei minha Amiga. Um beijo

fugidia disse...

Beijinho, Once.
:-)

Torquato da Luz disse...

Muito bem, cara "Once". Força!

Once disse...

fugidia outro para si minha Amiga .. e que seja feito de paz esse descanso *


Caro Torquato .. obrigada.

O Réprobo disse...

A Once é da corda, eu sabia!
Mas todos nós queremos dar-Lhe corda, para que o ritmo regular e nunca fastidioso com que melhorou as nossas vidas seja retomado. O tictac do relógio de corda lembra o ritmo do coração, não é?
Só não A quero ver numa, que é a corda-bamba. Porque essa está tristemente reservada aos que não conseguem atrair afectos. O contrário de Si.
Beijo

Once disse...

Querido Amigo .. na corda bamba like a bird in a wire?
Jamais como disse alguém recentemente a propósito de outro disparate. Até porque bambas são as cordas que não sabem para que lado inclinar-se, o que defender, naquilo em que acreditar .. o contrário de todos Vós que com esse inabalável e permanente carinho me fazem sorrir.
A Si, e mais uma vez, o meu Obrigada *

Luis disse...

Há boas cordas por aí, sim. Resistentes, quase inquebráveis... Já se vão é vendo poucas uma vez que, cada vez mais, parece que a norma são alguns materiais assim mais sintéticos... vistosos, talvez.

Once disse...

sintético, vistoso e pronto a consumir .. eu sorrindo dessa tua explicação Luís ..

Luísa disse...

Querida Once, nós, fios de palavras e sentimentos, aspiramos à promoção a cordas.
:-)

Once disse...

Querida Luísa .. e será que algum dia possuiremos a sua consistência e inabalável força? .. quem sabe.