
É esta a tua irmã? Pergunta-lhe a amiga ligeiramente ciumenta de tanto que ouviu falar, entusiasticamente, da menina bonita que está na fotografia. Recuo no tempo e lembro-me concretamente do local onde foi tirada. As “manas” vestidas de igual, amplos sorrisos nas carinhas larocas, abraçadas, a posar para a máquina que sempre me acompanha.
Atento na resposta da princesa que sei me vai dar mais informação que todas as conversas que já tivemos sobre este assunto. Simplesmente porque não sabe que a escuto. Pega na fotografia e sentada na cama, com a amiga ao lado, explica-lhe que o “irmãs” era uma brincadeira. Só tem um irmão. Filho único de um casamento anterior do Pai. Irmão que adora, que a adora. Sabes Joana, a minha mãe ensinou-me há muito tempo que os irmãos são os verdadeiros amigos de coração. E que esses, nunca nos abandonam. Hoje sei que isso é verdade.
Mas eu também sou tua amiga de coração, responde-lhe a garota, fazendo-me sorrir ainda que sentindo-me culpada por “escutar” algo no qual não participo. Eu sei, e também sou tua, mas ficamos um bocadinho mais abaixo, no coração, pode ser? Riem-se as duas. A fotografia é colocada dentro de uma gaveta, perdendo o lugar de destaque em cima da secretária. Ao lado da do irmão.
Atento na resposta da princesa que sei me vai dar mais informação que todas as conversas que já tivemos sobre este assunto. Simplesmente porque não sabe que a escuto. Pega na fotografia e sentada na cama, com a amiga ao lado, explica-lhe que o “irmãs” era uma brincadeira. Só tem um irmão. Filho único de um casamento anterior do Pai. Irmão que adora, que a adora. Sabes Joana, a minha mãe ensinou-me há muito tempo que os irmãos são os verdadeiros amigos de coração. E que esses, nunca nos abandonam. Hoje sei que isso é verdade.
Mas eu também sou tua amiga de coração, responde-lhe a garota, fazendo-me sorrir ainda que sentindo-me culpada por “escutar” algo no qual não participo. Eu sei, e também sou tua, mas ficamos um bocadinho mais abaixo, no coração, pode ser? Riem-se as duas. A fotografia é colocada dentro de uma gaveta, perdendo o lugar de destaque em cima da secretária. Ao lado da do irmão.
A voz da princesa interrompe-me o fio de pensamentos num “mummy, podemos vestir os vestidos de Carnaval antes do banho?” .. que jeito isso deve dar meninas. Cheias de sal, areia e suor! respondo-lhe já na cozinha, dando uma gargalhada. As duas na banheira, dentro de 5 .. 4 .. 3 .. riem-se e correm para a casa de banho.
Oiço-as na brincadeira. Amigas. De coração. Mesmo que nele ocupem um lugar um pouco mais abaixo de quem tem de estar a ocupar o espaço todo.
Que simples esta equação.
Oiço-as na brincadeira. Amigas. De coração. Mesmo que nele ocupem um lugar um pouco mais abaixo de quem tem de estar a ocupar o espaço todo.
Que simples esta equação.
Que tanto eu aprendo com o que um dia ensinei.
5 comments:
Hum... não são só os irmãos, querida Once... não para mim :-)
Beijinhos :-)
Querida Fugidia não enquadrei o episódio .. a expressão resultou de uma conversa com ambos .. ela tinha 4 anos e ele 7 .. :) ficam as noções de que há amizades inabaláveis, e os irmãos são os primeiros a demonstrá-las e acima de tudo, a vivê-las. :)
Beijinhos para si também *
:-)
Sim, tem razão. Mas, no meu caso, em que tenho irmãos com fartura (risos), as diferenças de idade têm a sua importância...
(o mais velho dos mais velhos tem mais 16 anos do que eu; o mais novo dos mais velhos tem mais nove anos do que eu... e a mais nova de todos tem menos nove anos do que eu...)
:-)))
A princesa fez-me lembrar «O Príncipezinho .
Beijinho, querida Once
Querida Fugidia .. que dizer? (risos) .. nós também somos vários mas .. mais juntinhos em idade ;)
Beijinho
Querida Cristina engraçado referir isso .. escrevi há muito tempo sobre a influência desse livro, o primeiro que comprei quando ela nasceu, que lhe li quando todos achavam que ainda nem ouvia .. ;)
Beijinho para si também *
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